Bar do Mineiro
Depois de oito meses afastados, voltamos ao Bar do Mineiro, Santa Teresa, Centro. Dessa vez não foi para comer feijoada (R$ 58,00, para três), como geralmente fazemos. Talvez em uma próxima vez, com nosso amigo Antônio, que já fala há algum tempo para comermos uma feijoada.
Nesse final de semana, acompanhados por nossos amigos Cláudia, Paula, Cesar e Wagner, ficamos só com os petiscos e com a ótima Original (R$ 5,00).
Como sempre, chegamos atrasados e nossos amigos já estavam com o caldinho de feijão (R$ 5,00, o copinho; R$ 10,00, a tigela) em mãos, e assim pedimos um também. Apesar da ótima feijoada, o caldinho de feijão não é o forte da casa. É apenas feijão (talvez da panela da feijoada) no copinho ou na tigela.
Depois, atacamos várias porções de pastel de feijão (R$ 16,00). Esses sim são A pedida e despontam como a estrela da casa. Ano passado, o Mineiro concorreu com o pastel de galinha cabidela (R$ 16,00) no Festival Comida di Buteco. Não diríamos que foi uma escolha acertada, o pastel não ficou entre os primeiros lugares.
Para sair do feijão, tentamos pedir língua, mas ela só é servida durante a semana. Assim, ficamos com o bolinho de aipim com carne seca (R$ 16,00) e mais pastel de feijão.
Sempre que ficamos muito tempo sem ir ao Bar do Mineiro, ficamos com medo dele ter virado um bar só para gringos e somente para eles. Mas ele continua lá, sendo o mesmo mineiro. Que bom!
Notas (valores de 0 a 3)
Adriana: bebida (2); comida (2); atendimento (2)
Maron: bebida (3); comida (2); atendimento (2)
Renata: bebida (3); comida (3*); atendimento (2)
Informações
Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 99 – Santa Teresa – (21) 2522-1809
Horário: terça a sábado das 11:00 h à 01:00 h, domingo das 11:00 h às 20:00 h
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito
Para aqueles, que como nós, são admiradores de um bom boteco, seguem nesse blog as experiências de quatro cariocas boemios sem preconceitos, quanto a chopp, cerveja, pé sujo ou pé limpo, ou mesmo quanto à naturalidade do estabelecimento em questão. Sejam bem-vindos!!!!!
sábado, 13 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
Média, variância e o bolinho de berinjela
Botequim Conversa Fiada
Por Fernando Fernadez
Nem sei se Ernst Mayr algum dia já comeu um bolinho de berinjela, mas foi dele, involuntariamente, a melhor avaliação do bolinho de berinjela do Conversa Fiada de Ipanema.
Alexandra: bebida (3*) / comida (3*) / atendimento (2)
Informações
Endereço: Rua Vinícius de Moraes, 75 – Ipanema – (21) 2522-1809
Horário: segunda a domingo das 12:00 h até o último cliente
Forma de pagamento: dinheiro, cheque, cartões de débito e crédito
Por Fernando Fernadez
Nem sei se Ernst Mayr algum dia já comeu um bolinho de berinjela, mas foi dele, involuntariamente, a melhor avaliação do bolinho de berinjela do Conversa Fiada de Ipanema.
Foi em pleno carnaval que fui ao Conversa Fiada de Ipanema – na rua Vinícius de Moraes, quase esquina com Visconde de Pirajá – com minha esposa e um colega. É um ambiente agradável, neste estilo atual de falso botequim antigo, ou falso pé-sujo talvez se possa dizer, mas com uma decoração agradável e – ao contrário do que costuma acontecer – mais espaço no segundo andar que no térreo. À procura de coisas novas, encontramos a porção de bolinhos de berinjela (R$ 16,00, com 6 unidades) no cardápio e decidimos provar. Bom, foi uma ótima escolha! Os bolinhos estavam bem quentes, com uma boa consistência – quase crocantes – e bem saborosos. Foi uma ótima opção leve, nada de excessos momescos, e que nos deixou bastante satisfeitos.
Naturalmente quisemos mais. Voltamos alguns dias depois, e novamente pedimos os bolinhos de berinjela. Para nossa boa surpresa, estavam ainda melhores que na primeira vez. Além de todas as qualidades acima, estavam com mais queijo. Os roedores sabem tudo: nada melhor que queijo para tornar ainda melhor qualquer comida. A esta altura, já estávamos fazendo propaganda do bolinho de berinjela do Conversa Fiada para os amigos – e foi aí que Adriana e Maron me convidaram a escrever isso.
Maldito espírito científico. Quisemos voltar para comprovar a hipótese da excelência do bolinho de berinjela. Na terceira vez, porém, ele nem parecia o mesmo bolinho. Estava um pouco menos crocante, com menos queijo, e desta vez nos pareceu um tanto sem graça. Devíamos ter ficado com as duas primeiras amostragens. Por outro lado, nessa terceira vez descobrimos que a casa tinha cerveja Original (R$ 6,90) – maravilhosa, no ponto. Além disso, fomos atendidos, no segundo andar, por um garçom muito bom, atencioso e daqueles que passam a impressão de que gostam do que estão fazendo – coisa infelizmente meio rara por aí hoje em dia.
O tal do Mayr? Não, ele não foi com a gente. Nem poderia, Ernst Mayr, ornitólogo e evolucionista alemão, sério candidato ao título de maior biólogo do século XX, já não está entre nós há alguns anos. Mas Mayr uma vez escreveu um dos lembretes mais sábios que já vi: “a média é uma abstração, a realidade é a variação”. A gente vive se esquecendo disso na vida. Afinal, é tão mais fácil pensar como médias, e vivem nos mostrando só as médias de tudo, e não as variâncias (que são quantificações da variação). Mas nossas três porções de bolinhos de berinjela do Conserva Fiada nos lembram dos riscos disso: na média são ótimos, mas a variância também parece bem grande.
Notas (médias, sem as variâncias; valor de 0 a 3):
Fernando: bebida (3*) / comida (2*) / atendimento (2*)Alexandra: bebida (3*) / comida (3*) / atendimento (2)
Informações
Endereço: Rua Vinícius de Moraes, 75 – Ipanema – (21) 2522-1809
Horário: segunda a domingo das 12:00 h até o último cliente
Forma de pagamento: dinheiro, cheque, cartões de débito e crédito
quarta-feira, 3 de março de 2010
Estrela que brilha
Bar Estrelato
O lugar é um simpático bar em uma ruazinha tranqüila do Flamengo, Zona Sul. Muitas vezes serve como palco de rodas de choro.
No dia que fomos, não tinha choro, mas tinha um bom chope, acompanhado por pastel e batata frita, os dois sequinhos.
É uma boa pedida para os fins de tarde escaldantes, comuns ao Rio.
Notas
Adriana: bebida (2) / comida (2) / atendimento (2)
Maron: bebida (2) / comida (2) / atendimento (2)
Informações
Endereço: Rua dos Tamoios, 32 – Flamengo – (21) 2205-0149
Horário: segunda a sábado das 18:00 h às 23:00 h
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Caldo amigo
Caldo Beleza
Você gosta de boteco família? De boteco que possa levar crianças? De bar que os donos e o garçom fazem questão de te cumprimentar e sentar na mesa para conversar?
Se você respondeu sim a todas as perguntas acima, vai gostar de ir ao Caldo Beleza. Marcelo, um dos donos, e Bira, o garçom, são pessoas fáceis de fazer amigos e criaram um tranqüilo ambiente familiar na rua Senador Vergueiro, Flamengo, Zona Sul.
Como o nome diz, a casa é especializada em caldos, mas também serve outros petiscos, como batata frita, carne seca e rolinho primavera.
Mas se você for lá, peça um caldo. Mesmo com esse calor senegalês. Como a esposa do Marcelo diz: “É bom para suar e depois você até sente frio”. Exageros a parte, a receita dela garante o melhor caldo de mocotó da cidade. Para molhar a garganta, há duas opções: cerveja em lata ou chope. Nada de garrafa para estragar o ambiente familiar.
Notas
Adriana: bebida (3) / comida (3) / atendimento (3*)
Maron: bebida (3) / comida (3) / atendimento (3*)
Renata: bebida (2) / comida (3) / atendimento (3*)
Informações
Endereço: rua Senador Vergueiro, 238 Lj C – Flamengo – (21) 2554-4841
Horário: segunda a sábado das 17:00 h às 24:00 h
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito
sábado, 20 de fevereiro de 2010
E viva a folia
Olá, amigos boêmios-foliões.
Há duas semanas não aparecemos por aqui, mas foi por uma boa causa, e agora viemos fazer um balanço geral sobre essas duas semanas de folia e o carnaval de modo geral.
A notícia que o carnaval do Rio superou em número de foliões o de Salvador chegou sem muita surpresa. Afinal, foi visível o crescimento do carnaval carioca.
Neste ano pulamos em muitos blocos e definitivamente abrimos mão de alguns que já não suportam mais os animados foliões. No pré-carnaval, que é um período de folia mais vazio, fomos ao Bola Preta, Céu na Terra, Rio Pandeiro e Gigantes da Lira. Na sexta de carnaval, fomos à maratona do Embaixadores da Folia; sábado, ao bloco da emergência (brincando, falamos que fomos tomar uma glicose, mas na verdade fomos apenas retirar a lente do olho da Joaninha) e ao Carioca da Gema. No domingo tivemos um dia puxado: Boitatá, Boi Tolo e É do Pandeiro. Segunda, a melhor de todos os carnavais, fomos ao Songoro Cosongo e ao divertido Epa Rei. Para finalizar o carnaval, Bagunça meu Coreto e a descoberta Último Gole, com uma passada antes na escaldante Orquestra Voadora.
Agora, vamos tentar fazer uma eleição dos melhores em alguns quesitos para facilitar.
Mas antes vale o protesto sobre a ineficiência dos banheiros químicos no carnaval. Depois de todos os prazos e regras respeitados pela maioria dos blocos que saíram durante o carnaval, a prefeitura não ofereceu banheiros suficientes (maioria dos blocos que fomos), ou mesmo atrasaram na entrega de banheiros (vide Bagunça meu coreto), ou não fizeram qualquer higienização dos malfadados (alguém foi ao Carioca da Gema e viu a situação dos banheiros?). Além disso, alguns blocos anunciados pela prefeitura foram vetados às vésperas do carnaval mesmo tendo respeitado as datas exigidas.
Nesse carnaval, houve uma batalha silenciosa (na verdade, ao som de marchinhas) entre blocos que venderam abadás (o Carioca da gema tinha por volta de 75 pessoas, que pagaram R$ 25,00 na camisa, protegidas por cordas à frente da bateria) e blocos que estenderam a faixa contra a bahianização do carnaval do Rio.
Bem, mas vamos ao melhor da folia! Recomendamos todos que fomos, mas os melhores foram:
Conjunto da obra – Céu na Terra (sábado anterior ao carnaval) e dupla Boitatá-Boitolo.
Qualidade musical – Último Gole e Carioca da Gema
Mais divertido – Epa Rei
Mais guerreiro – Embaixadores da Folia
Mais organizados – Último Gole e Gigantes da Lira
Mais lotado – Bola Preta (anterior ao carnaval)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Falsa realeza
Bar Real Chopp
Durante o Comida di Buteco, fomos ao bar Real Chopp, em Copacabana, Zona Sul. Era nosso último dia de festival e estávamos empolgados em fechá-lo com chave ouro. O bar é famoso por ter o melhor chope da cidade e o petisco concorrente prometia.
Tudo ilusão, o chope (300 mL, R$ 3,70) não era essas maravilhas todas, tanto que alguns bebiam cerveja (Skoll Cicarelli, R$ 4,00). O petisco, um croquete como qualquer outro. E o atendimento, ineficiente, para dizer o mínimo.
De bom mesmo, só o Mengão que ganhou naquele domingo.
Mas agora temos que fazer justiça a casa. Tudo isso pode ter sido por conta da casa estar cheia por causa do festival. Normalmente, a casa serve bolinho de carne (R$ 1,50) e pastelzinho (R$ 1,80) especiais. E o serviço pode ser melhor. Voltaremos para dar uma nova chance.
Notas
Adriana: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (0)
Maron: Bebida (1); Comida (1); Atendimento (1)
Renata: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (0)
Informações
Endereço: Rua Barata Ribeiro, 319 – Copacabana – (21) 2257-2645 / 2547-6673
Horário: Diariamente, das 6:30 h às 2:00 h.
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Mi casa, no su casa
Mexe México
Fomos na inauguração do bar Mexe México de Laranjeiras, Zona Sul.
Na verdade, antes de decidir ir, sabíamos apenas que iniciado o novo ano, iria abrir um mexicano em Laranjeiras. Não sabíamos se a inauguração era apenas para amigos ou aberta ao público.
Quando chegamos lá, descobrimos que era aberta ao público (Parecia bom sinal, uma vez que inauguração de bar fechada ao público é compreensível, mas caída.), mas imperava os amigos.
Mesmo um pouco deslocados, resolvemos ocupar uma mesa. Começamos folheando o cardápio e o jeito da casa. Não ligamos para isso, mas a casa é grande e com visual legal. No cardápio, a primeira decepção: o chope é Itaipava (R$ 3,30). No resto, diversos tipos de pratos mexicanos, cerveja mexicana e outros drinques. Todos a preços razoáveis.
Depois de esperar um pouco, ao garçom pedimos os chopes e uma porção de Chilli Beans (tortillas chips com molho chilli beans, R$ 7,90). Surpresa, o chope é muito superior ao que esperávamos e até melhor que muito chope Brahma servido por aí.
Como a fome persistia, pedimos um Fiesta Mexicana, que vem um mini-burrito, um mini-taco e uma mini-fajita, acompanhados por três molhos (guacamole, sourcream e pico de galo) e algumas tortillas chips. Realmente tudo mini.
Saciada a fome, começamos a avaliar mais atentamente a casa:
- Atendimento lento e preferencial aos amigos da casa.
- Funcionários mais conversavam com os amigos do que atendiam os fregueses.
- Limpeza zero, faltava até água no banheiro.
- Para demonstrar total falta de tato, ligaram um rádio às alturas e fora de sintonia. Parecia que queriam mandar os não-amigos embora.
Não sabemos se as outras unidades também são assim, se tudo isso foi azar e falta de preparo normal da estréia, mas até sabermos se melhorou, não recomendamos.
P.S.: Voltamos lá outras três vezes, e o lugar continua deixando a desejar.
Notas
Adriana: Bebida (2); Comida (2); Atendimento (1)
Maron: Bebida (2); Comida (2); Atendimento (1)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Bares e restaurantes mexicanos
Como vocês devem ter percebido, gostamos de comida mexicana. E como muitos amigos também gostam, criamos uma lista com os bares e restaurantes mexicanos da cidade.
Em alguns já fomos e neste post só diremos se recomendamos ou não recomendamos. Em outros post falaremos mais sobre cada um deles.
Esperamos que cada vez mais opções surjam, mas que a qualidade não fique duvidosa e os preços astronômicos, como ocorreu com os restaurantes japoneses.
El Palomar
Av Mal Henrique Lott, 120 Lj 119 – Barra da Tijuca – 3325-2041
Av Armando Lombardi, 350 qq 5 – 2494-6218
Jack Tequila
Av das Américas, 500 bl 21 lj 130 – Barra da Tijuca – 3433-7875
Mexe México (não recomendamos)
R Visconde de Itamaraty, 168 – Tijuca – 2254-0802
Praia da Bica – Ilha do Governador
R das Laranjeiras – Laranjeiras
Av Meriti – Vila da Penha
Puebla Café (não recomendamos)
R Vol da Pátria, 448 Lj 23 – Humaitá – 2286-5623
Restaurante Mizu
R Farani, 16 – Botafogo – 2553-4046
R Von Martius, 325/F-G – Jardim Botânico – 3114-5676
Rota 66 (recomendamos)
R Vol da Pátria, 448 Lj 8a – Humaitá – 2286-8487
R Conde Bernadotte 26, Lj B e C – Leblon – 2512-5961
R Farme de Amoedo 47 – Ipanema – 2247-5931
Taco & Chilli
R Fernando Leite Mendes, 101 Lj F – Recreio dos Bandeirantes – 2497-5556
Av Sernambetiba, 2860 – Barra da Tijuca – 2495-4005
Tacos & Wraps (recomendamos)
R Voluntários da Pátria, 32/B – Botafogo – 3268-6014
domingo, 31 de janeiro de 2010
Concretização de uma profecia carnavalesca
Nosso carnaval começou essa semana. Na sexta fomos ao Aconteceu, em Santa e ontem fomos ao marchódromo conferir o Rio Maracatu, Céu na Terra e Rancho Flor do Sereno. Daqui a pouco iremos ao Bagunça meu Coreto ou ao ensaio do Boi Tolo.
Mas na verdade, não estamos escrevendo sobre o carnaval e seus maravilhosos blocos, mas sim sobre cerveja, que é o nosso principal foco, e a profecia que nosso amigo André Titi fez há três anos atrás. No carnaval de 2007, o Titi profetizou que aquele seria o último carnaval a vender latinha a R$ 2,00. Errou. Só agora, teremos a latinha a R$ 2,50, infelizmente. O latão está R$ 3,00.
Agora teremos que escolher entre qualidade e economia. Como carnaval no Rio equivale a tempo quente, quanto maior a cerveja, mais quente será seu final. Se for dividir com duas ou três pessoas, não dará para esquentar muito.
Para facilitar, faremos algumas contas para ajudar o pessoal a escolher o quê comprar, comparando os preços atuais das cervejas encontradas por aí nos blocos, e o preço antigamente cobrado.
Com R$ 1,00, você compra:
- 177 mL, com uma latinha (355 mL) a R$ 200
- 157 mL, com um latão (473 mL) a R$ 3,00
- 150 mL, com garrafa (600 mL) a R$ 4,00
- 142 mL, com uma latinha (355 mL) a R$ 2,50
Assim, o melhor a fazer é dividir um latão com alguém ou conseguir convencer um camelô a vender algumas latinhas com o preço unitário de R$ 2,00.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Pé imundo
Café e Bar Eustakio’s
O que você quer quando entra um bar que você sabe que não tem comodidade? Qual é o mínimo que você exige?
Pois então, no dia de Natal, após o almoço, no final da tarde, nosso amigo Marcelo Pelotas (do post anterior) nos convidou para beber uma cerveja. Como já havíamos furado com ele algumas vezes e sob o argumento de “vocês conhecem um novo bar para o blog”, resolvemos aceitar, apesar do cansaço natalino.
Encontramos com ele no Café e Bar Eustakio’s, em Laranjeiras, Zona Sul. Antigamente, esses bares eram chamados de pé sujo, mas com a glamorização do termo, passaram a ser conhecidos como pé imundo. O nome cai bem: banheiro e balcão sujos, comida e petiscos da antevéspera.
Mas tudo bem, não fomos para lá em busca de luxo, apenas de uma cerveja (Antártica, R$ 3,50) para molhar a garganta enquanto conversávamos sobre o Natal, a vida, futebol e outras besteiras. E aí estava o problema, respondendo as perguntas lá de cima, a única coisa que queremos de um pé sujo é cerveja estupidamente gelada. E lá não tinha!
Devido à falta de opções nas redondezas, ficamos lá até cansar, principalmente porque a conversa estava boa. Então, fomos para a Praça São Salvador, onde encontramos outros amigos. Mas aí, fica para outro post.
Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (-); Atendimento (2)
Maron: Bebida (0); Comida (0); Atendimento (2)
Informações
Endereço: rua das Laranjeiras, em frente ao restaurante Daruma
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Os bons ventos de Ano Novo
Mistura Casual
Planalto do Chopp
Na virada do ano, acabamos indo a dois lugares que não tínhamos boa impressão.
O primeiro foi o Mistura Casual. Na correria dos preparativos de Ano Novo, tivemos que decidir pela opção mais rápida. E lá fomos nós almoçar no “Mistura que desanda”. Surpresa, como havíamos recomendado, a casa começa a se especializar: encurtou o cardápio e passou a servir “prato do dia”. Assumiu-se como bar e passou a vender também cerveja em garrafa.
Pedimos uma picanha (R$ 13,90) e um filé de peixe (R$ 9,90), acompanhados por Bohemia (garrafa 600 ml, R$ 3,80). A picanha tinha arroz e feijão para três e carne para meio. O peixe estava meso-meso. Mas em compensação a cerveja estava muito melhor que o chope.
Depois de ver os fogos em Copacabana e o show da Blitz, fomos comer alguma coisa, pois a fome estava negra. Ao redor de Copa, tudo lotado. Fomos embora e no caminho paramos no Planalto do Chopp, um bar que nunca nos agrada, mas o único aberto no Flamengo.
Como prenúncio de que esse ano será muito bom, foi a primeira vez que fomos bem atendidos lá. O chope continua meio aguado e a pizza gordurosa, mas o atendimento de Ano Novo realmente impressionou.
Não sabemos se tudo isso não passa apenas de uma exceção de Ano Novo, mas 2009 terminou bem e 2010 já começa com gratas surpresas.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Do lorde à plebe
Bar e Restaurante O Plebeu
Por Marcelo Pelotas
Minha primeira vez aqui no blog será para falar de um bar que freqüento há muito tempo. Quando converso sobre bares com Maron, Adriana e outros amigos, sempre me lembro do Plebeu.
Plebeu é um bar que costumava ir com muita freqüência, e sempre que volto lá não me decepciono. Inaugurado em 1979, fica num sobrado na esquina das ruas Capitão Salomão e Visconde de Caravelas (Humaitá, Zona Sul) e é difícil um dia do final de semana em que ele não tenha fila na porta. Não à toa, a AmBev (ou seria Inbev) bancou a reforma do bar e o transformou em um bar “Bohemia”. Tudo remete à cerveja, desde os lustres, até os azulejos com tampas de garrafa, até um painel com as bolachas.
Sou suspeito de falar do Plebeu, por ser um bar que gosto muito. Mas o Maron me pediu para escrever, e aqui estou.
Que características me fazem lembrar do Plebeu?
- O bar sempre primou por servir Orginal, Bohemia e Skol muito geladas. Agora, ou pelo menos percebi há pouco tempo, ampliou o cardápio para as outras da família Bohemia, e diversas importadas, por um preço que não chega a ser barato, mas sem dúvida é justo.
- O atendimento me parece ser o que mais me atrai. Conhecer garçons pelo nome numa cidade como o Rio é complicado. Lá é possível. Gosto tanto do Plebeu que eu e uns amigos certa vez promovemos um aniversário pro garçom, com direito a bolo de aniversário. O nome dele: Edson. Tem também o Almir, o Gigante. Todos muito simpáticos e eficientes.
- O cardápio de comida também não deixa a desejar, a não ser que você goste de comida light. Para almoçar, recomendo fortemente o churrasco completo. Se for só para degustar as cervejas e bater aquela fome, pode-se optar pelo gurjão de frango (excelente e bem servido), provolone à milanesa (um clássico) ou bauru (este sanduíche alimenta dois sem muita fome). Todas as porções são muito bem servidas e o preço, bem, já foi mais barato, mas não é abusivo. O mesmo vale para a cerveja.
- O bar possui sistema de pay-per-view que funciona em dia de jogos.
Como nem tudo é sempre perfeito, o Plebeu é um bar que costuma ficar muito cheio e por isso acaba ficando quente em dias de verão, apesar dos ventiladores. Por isso, sempre prefiro a varanda do segundo andar.
Notas
Marcelo: Bebida (3); Comida (2*); Atendimento (3)
Informações
Endereço: Rua Capitão Salomão, 50 – Botafogo – (21) 2286-0699
Internet: http://www.oplebeu.com.br/
Horário: 11h30/4h (dom. 11h30/21h30)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Carnaval Rio 2010
Como nossa amiga Isabel pediu, estamos divulgando os blocos do carnaval do Rio de 2010.
Saiu uma listagem oficial da Riotur, no qual constam os blocos da Liga Sebastiana e outros que pediram autorização. Mas existem outros blocos (da Desliga) que vão sair mesmo não tendo pedido autorização para a Riotur. Tem outra lista, que recebemos da Raquel Neves pela lista do CABio/UFRJ, que é toda organizada. As duas têm algumas divergências. E teve algum(ns) louco(s) que jogaram os locais de vários blocos no Google Maps. O link é este:
Recomendamos sempre os blocos de dia. Tenha pique de acordar cedo e fígado para começar a funcionar antes de meio dia.
Ainda não definimos os blocos que vamos nesse ano, mas em breve daremos um roteiro com dois ou três dos melhores blocos por dia.
Blocos (Riotur) - 2010
Blocos do carnaval de rua Rio 2010 (CABio)
domingo, 10 de janeiro de 2010
A controvérsia do verão
Litrão versus 600 ml

A cerveja Skol litrão voltou, e agora com força total, fazendo propaganda na tv e tudo. Será que pega?

A cerveja Skol litrão voltou, e agora com força total, fazendo propaganda na tv e tudo. Será que pega?A Ambev aproveitou o verão, quando as pessoas bebem mais, e relançou o litrão. Ano passado, nem Skol nem Antártica conseguiram vingar. Esse ano, Schin e Itaipava entraram na briga.
Muitos torcem o nariz para o formato, preferem a garrafa de 600 ml. Os donos de bares argumentam que terão menos lucro, precisarão trocar os refrigeradores e aturarão por mais tempo o mesmo bêbado-de-uma-cerveja-só (e são muitos). Argumentos razoáveis. Mas os clientes se dividem: uns dizem que o litrão sempre ficará quente, outros argumentam que é mais barato e dão conta.
E vocês, o quê acham?
Abaixo vai a opinião de cada um de nós e depois uma reportagem sobre o assunto que saiu no Valor Econômico:
Adriana - Apesar de entender as razões de alguns pequenos bares não adotarem o litrão, o fator barateador me agrada. Quando essa idéia surgiu (ou quando tomei conhecimento) lá por meados do ano passado, achei que ia pegar. Mas em seguida veio uma decisão da justiça de proibição aos benditos litrões por afetar a livre concorrência?! Oras, não entendi. Bastava que as outras empresas cervejeiras se virassem e adotassem o tão democrático e mais barato, pelo menos por enquanto, litrão.
Maron - Sou muquirana e por isso prefiro litrão. Talvez assim os bares tomem vergonha e passem a vender cerveja gelada.
Renata - É a melhor pedida para quem esta com grupo de amigos... econômico e não esquenta.
Fotos: site da Skol (www.skol.com.br)
Abaixo vai a opinião de cada um de nós e depois uma reportagem sobre o assunto que saiu no Valor Econômico:
Adriana - Apesar de entender as razões de alguns pequenos bares não adotarem o litrão, o fator barateador me agrada. Quando essa idéia surgiu (ou quando tomei conhecimento) lá por meados do ano passado, achei que ia pegar. Mas em seguida veio uma decisão da justiça de proibição aos benditos litrões por afetar a livre concorrência?! Oras, não entendi. Bastava que as outras empresas cervejeiras se virassem e adotassem o tão democrático e mais barato, pelo menos por enquanto, litrão.
Maron - Sou muquirana e por isso prefiro litrão. Talvez assim os bares tomem vergonha e passem a vender cerveja gelada.
Renata - É a melhor pedida para quem esta com grupo de amigos... econômico e não esquenta.
Fotos: site da Skol (www.skol.com.br)
Será que a cerveja “litrão” vai pegar?
Fonte: Valor Econômico
http://pdvativo.blogspot.com/2009/03/sera-que-cerveja-litrao-vai-pegar.html
Até pouco tempo, cerveja em litro, no Brasil, era coisa de argentino. No país vizinho, as garrafas de vidro com 1000 ml ou perto disso (970 ml ou 960 ml), têm mais da metade do mercado. Por aqui, onde os vasilhames de 600 ml ficam com 68% das vendas e as latinhas com 28%, os “litrões” começaram a se tornar conhecidos só em 2007, quando aAmBev iniciou a importação de marcas uruguaias, como Norteña, Patrícia e Pielsen.
Naquele ano, foram vendidas, segundo a Nielsen, 3 milhões de garrafas - quase nada em comparação aos quase 10 bilhões de litros de cerveja consumidos ao ano no país. Mas, em 2008, a embalagem começou a cair no gosto do consumidor. Marcas como a argentina Quilmes e a belga Stella Artois (as duas da AmBev) foram chegando e, no fim do ano, animada com o crescimento das vendas, a empresa lançou a versão litro de Skol e Brahma. Resultado: 2008 fechou com 12,7 milhões de “litrões” vendidos - alta de 315% sobre 2007.
Ainda assim, esse mercado não chega a 0,2% do total. Mas é uma das maiores apostas do setor, já que a embalagem é econômica, tanto para o consumidor, quanto para a indústria. Para quem compra, um litro de Skol custa R$ 2,50, sem casco (com ele, sai por R$ 3,20). Cada 100 ml sai por R$ 0,25. Como a lata de 350 ml custa em média R$ 1, os mesmos 100 ml acabam custando R$ 0,28. Parece pouco, mas para quem não gostou do aumento médio de 10% da cerveja no ano passado, qualquer centavo faz diferença.
Para as cervejarias, a conta é simples. “Elas gastam um rótulo só, uma tampinha só para 50% mais líquido”, diz o consultor Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada em bebidas. “Além disso, o transporte também fica mais econômico”, acrescenta. Essa redução de custos é tão atraente que outras empresas, como Femsa e Petrópolis, já estariam preparando lançamentos com a garrafona, segundo informações do mercado, embora nenhuma delas confirme esses planos.
A AmBev, porém, garante que lançará mais marcas nesse formato este ano. Para o gerente de compras de cervejas do Grupo Pão de Açúcar, Fabio Rodrigues, essa é uma boa notícia, uma vez que nos supermercados da rede o volume de vendas do vasilhame de 1000 ml dobrou nos últimos dois anos e a expectativa é que continue crescendo assim em 2009. “Quanto mais volume, melhor”, diz ele. “Um litro de Norteña custava R$ 9 há três anos. Hoje, como há mais escala, o preço caiu para R$ 7”, afirma.
Mas quem gosta de cerveja pode ficar em dúvida se o líquido não esquenta em uma embalagem tão grande. Segundo a AmBev, isso não é empecilho para expansão do formato. O “litrão”, diz, é voltado para o consumo doméstico em grupos, como famílias e reuniões de amigos. Servida para mais gente, a cerveja não teria tempo de esquentar. Por isso, o canal de vendas prioritário do formato não são bares e restaurantes, mas padarias e pequenos supermercados, onde boa parte das famílias costumam fazer suas compras. Além disso, por enquanto, só esse tipo de varejo aceita retornar o vasilhame. Grandes redes, como o Pão de Açúcar, só vendem a bebida com casco. Ou seja, não recolhem a garrafa.
sábado, 2 de janeiro de 2010
No fim das compras, um mexicano
Tacos & Wraps
Nesses dias que antecederam o Natal, sempre tem aquele que você passa o dia inteiro tentando comprar os presentes para a família e para os infindáveis amigos-ocultos que participamos. Num desses dias, ao final das compras, aproveitamos que estávamos em Botafogo e fomos conhecer o Tacos & Wraps, atraídos pela comida mexicana.
Quando chegamos, o bar estava vazio e pudemos escolher uma mesa na parte externa, livre da TV que passava algum clipe americano qualquer. Que bom que chegamos cedo, pois logo depois o bar encheu e só nos sobrariam as mesas na parte interna.
Ao abrir o cardápio, nos deparamos com várias opções de pratos (ou petiscos) mexicanos e os tais wraps. Os mexicanos nós já conhecíamos, mas nossa ignorância sobre os wraps e a falta de informação no cardápio ou por parte dos garçons, nos fez optar pelos tradicionais nachos (grande, R$ 12,00) com mais dois molhos acompanhando (R$ 3,00, cada). Depois descobrimos que wrap é uma variação de taco ou burrito inventado pelos americanos, tornando-os mais saudáveis. Como tortilha não enche barriga, pedimos um burrito bisté. A casa oferece várias opções de burritos e tacos, mais preferimos ficar com o burrito mais tradicional, que vem com pedaços de filé, feijões refritos e cheddar, acompanhado por mais chilli beans. As outras opções podem ser preenchidas por frango, carne seca ou moída e até soja ou ricota. As escolhas não decepcionaram, os pratos são saborosos e a preços justos.
Para acompanhar tudo isso, é claro que tinha que ter um molha-garganta. No cardápio poderíamos escolher entre as cervejas mexicanas, a Bohemia long neck ou chope Brahma. Pelas mexicanas serem muito aguadas e a Bohemia ser cara, escolhemos o chope Brahma (R$ 3,40). Sem saber, uma boa escolha: era terça-feira e fomos brindados com dose dupla. Pena que o chope é aguado. Será que ninguém mais sabe tirar um bom chope no Rio?
Infelizmente, nem tudo são flores nesse pedaço mexicano de Botafogo. O atendimento deixa muito a desejar. Os atendentes não são mal-educados, mas a eficiência e simpatia passam longe. Obter qualquer informação era uma dificuldade, assim como pedir a pimenta (que num bar mexicano, deveria estar na mesa antes mesmo da cadeira) ou a conta. Rápido mesmo só o chope, quase empurrado o tempo todo.
A mesma qualidade do serviço também está presente no site do bar. Todos os preços estão desatualizados. Não se guiem por lá.
Mas mesmo assim, se estiver em Botafogo, entre o Estação Botafogo e a praia, achamos que esse ainda deve ser uma das melhores opções dentro do complexo de bares e restaurantes que ali se formou. Já conhecemos outros, mas poucos agradaram. Depois contaremos sobre eles. Aproveitem o Tacos & Wraps, principalmente se for terça-feira.
Notas
Adriana: Bebida (1*); Comida (3*); Atendimento (2)
Maron: Bebida (1*); Comida (2*); Atendimento (1)
Cristina: Ø
Renata: Ø
Informações
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 32/B – Botafogo – (21) 3268-6014 / 3268-6015
Internet: http://www.tacosewraps.com.br/index.htm
Horário: terça a sábado a partir das 18h e domingo a partir das 16h
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo
Amigos boêmios,
desejamos um feliz 2010 a todos. Que o próximo ano seja ainda melhor do que 2009, com mais respeito e tolerância às diferenças.
Paz, amor, alegria e muita cerveja gelada a todos.
desejamos um feliz 2010 a todos. Que o próximo ano seja ainda melhor do que 2009, com mais respeito e tolerância às diferenças.
Paz, amor, alegria e muita cerveja gelada a todos.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Já não se respeitam mais os boêmios
Não poderíamos deixar de comentar.
Falta chope em bares e AmBev prevê expansão em 2010
Valor Econômico
23/12/2009 12:19
SÃO PAULO - Mal o copo esvazia, lá vem o garçom com outro, cheio de chope até a borda. A cena, que acontece mesmo que o cliente não queira beber mais, é típica de algumas choperias, principalmente em São Paulo. Mas o costume - às vezes bem-vindo, às vezes irritante - está se tornando raro. O motivo? Falta chope em vários bares do país, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “A situação é mais grave em São Paulo e em Minas Gerais”, diz Paulo Solmucci, presidente da entidade.
O problema, segundo ele, se concentra na distribuição da AmBev, dona de 70% do mercado de cerveja e chope no país, segundo pesquisa da Nielsen de novembro. “Os bares fazem os pedidos e a empresa não entrega. Ou manda para o bar metade do volume”, explica Solmucci.
“Na madrugada de sexta-feira passada já começou a faltar e só conseguimos que a AmBev normalizasse a entrega no almoço de domingo” , conta um gerente de bar de São Paulo, que preferiu não se identificar.
A falha na distribuição - que também já está atingindo o fornecimento de cerveja em garrafa, segundo a Abrasel - tem três motivos básicos. O primeiro é claro: o aumento do consumo. Com o calor e o aumento de renda da população, os bares estão vendendo mais. “Aqui o movimento está 10% melhor do que no final do ano passado” , diz Cássio Piccolo, um dos proprietários do bar especializado em cervejas importadas Frangó, na zona Norte de São Paulo. Segundo a Abrasel, os bares de todo país estão fechando o segundo semestre do ano com um aumento no faturamento médio de 8%. E terminarão 2009 com faturamento de R$ 62 bilhões, 5% mais que em 2008.
Diante da demanda aquecida, muitos donos de bar anteciparam as compras, fazendo pedidos maiores à AmBev, o que gerou um pico de entregas ainda maior. Por último, há o gargalo logístico, que é pior em São Paulo, onde além do trânsito ruim, há restrição de horários para circulação de caminhões.
“Todo final de ano é assim, embora desta vez esteja sendo um pouco pior”, desabafa o dono de um bar de Belo Horizonte, que pediu anonimato. " O fato é que a AmBev calcula o custo de atender 100% do pico de demanda ou só parte dele. Para eles sai mais barato não entregar tudo. "
A AmBev admite o problema, embora faça a ressalva de que as falhas se restringem a São Paulo. Por meio de um comunicado, a companhia informou que “em função do aumento da demanda e da complexidade logística de São Paulo (...), houve complicações pontuais na entrega de chope em períodos de maior consumo.” A empresa não informou o quanto está usando de sua capacidade instalada para a produção de cerveja.
Mas acrescentou que em 2010 irá investir até R$ 1,5 bilhão para ampliar a produção e a capacidade de distribuição e atender ao crescimento da demanda. “Isso vai ser preciso mesmo”, diz o consultor especialista no mercado de bebidas, Adalberto Viviani. “Com mais dinheiro, as pessoas estão comprando mais e o giro da cerveja nos pontos de venda tende a se acelerar. Isso pode dar um nó na logística de distribuição de todas as cervejarias”, afirma.
Garota passada
Bar e Restaurante Garota do Flamengo
Outro bar que acabamos indo muito por ser perto de nossas casas é o Garota do Flamengo. A preguiça, aliada muitas vezes à falta de boas opções, nos levou muito para lá, mas não nos fez persistir.
O Garota do Flamengo faz parte da rede Garota de Ipanema, que totaliza 7 bares espalhados pela cidade. A matriz é um bar cheio de histórias – Vinícius de Moraes compôs a música “Garota de Ipanema” para Helô Pinheiro sentado lá, o Jornal de Ipanema teve seu primeiro esboço feito lá por Mário Peixoto – e ponto turístico de Ipanema, mas suas filiais não têm essa bola toda.
O que falamos agora para o Garota do Flamengo também vale para o da Urca e o da Gávea.
O pior problema reside na bebida: o chope é aguado que dói. A comida também não anima muito: apesar do bom preço, é sem gosto. O prato que se salva é a picanha na chapa, serve 4 pessoas na boa e é muito boa. O misto de divertido e inconveniente é que espirra gordura para todo o lado, deixando o chão “enceradinho”.
De bom mesmo, temos o gerente e os garçons. Eles tratam todos os clientes como se fossem velhos fregueses. São nota 10. O gerente até vende boas pimentas e manteiga de garrafa.
Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (3)
Maron: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (3)
Cristina:
Renata: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (2)
Informações
Endereço: Rua Senador Vergueiro, 41 – Flamengo – (21) 2265-6297
Internet: http://www.garotaipanema.com.br/
Horário: Diariamente, das 12h até o último cliente
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito
domingo, 27 de dezembro de 2009
Mistura que desanda
Bar Mistura Casual
Há um tempo atrás, abriu perto de nossas casas uma mistura de bar e lanchonete, algo como o misto do Boomerang Mix com o Belmonte. Do liquidificador saiu o Mistura Casual, em Laranjeiras, Zona Sul.
Por ser perto de nossas casas, demos várias chances a casa, mas de todas saímos com a impressão de que algo não combinava. Também pudera, o cardápio vai do pão na chapa ao filé à Oswaldo Aranha e filé de linguado, da vitamina de banana ao uísque. Do futebol à música ao vivo! Você sente nitidamente que certa especialização faria bem a casa.
Ponto positivo, o misto de lanchonete e bar possui diversas televisões e boa área para assistir aos jogos de domingo. Se for beber acompanhando seu time do coração, prefira a long neck Bohemia (R$ 3,70) ao chope, que é sem pressão e aguado, servido em duas opções, tulipa (R$ 3,70) e caneca “zero grau” (R$ 4,50).
Infelizmente, nem para isso o misto de bar e lanchonete está preparado. No domingo dos jogos Botafogo X São Paulo e Flamengo X Goiás, o bar encheu (talvez pela primeira vez), o atendimento ficou lento, a long neck acabou e a limpeza foi para escanteio.
Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (2*); Atendimento (1)
Cristina:
Maron: Bebida (1); Comida (2*); Atendimento (1)
Renata: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (2)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Clara, é da gema
Bar da Gema
No dia de Finados, aproveitamos para conhecer um novo bar, do qual ouvimos falar bem. O Bar da Gema. Nossos amigos chegaram cedo, logo depois da praia; nós, preguiçosos, demoramos a sair de casa e nos dirigir para a Tijuca, Zona Norte. A preguiça não tinha desculpa, o bar fica em frente a um ponto do ônibus do metrô.
No incomum dia de Finados de sol, tivemos que procurar uma mesa na sombra para sentar. O dia estava muito quente, e mesmo com seu pé direito alto e as grandes portas abertas (mas sem ar condicionado, ainda bem), a casa não dava vazão. Mas tudo bem, apenas mais uma desculpa para beber. E foi o que fizemos: Antártica Original (R$ 4,50) gelada para refrescar.
Infelizmente, aí tem um ponto negativo. Não sei se pelo dia de muito calor, mas a cerveja passou a vir quente no meio dos trabalhos e tivemos que escolher outra. No cardápio, grande variedade de cervejas, nacionais e importadas, mas preferimos mudar para a tradicional (e mais barata) Skol.
No quesito petiscos, há muitos pontos positivos. O pastel de feijão (R$ 3,00 unidade) é superior (de longe) ao pastelzinho de feijão do Bar do Mineiro (em outro post falaremos do Bar do Mineiro). Ele realmente vem recheado, mas acho que podia ter mais tempero. A lasanha de jiló (R$ 7,00) também é boa, mesmo para aqueles que torcem o nariz para esse legume. Além de existir uma batata em forma de tortilla. O bar também tem os petiscos mais tradicionais, como pernil, batata fria e aipim frito.
Os garçons também são bons: atenciosos, mas não intrometidos. Como chegaram cedo, quando o bar ainda não estava cheio, nossos amigos conseguiram conversar com umas das donas. Ela explicou que são quatro donos, todos formados em gastronomia, que resolveram abrir um bar, homenageando o Zé Carlos, dono do bar Original do Brás. Podemos dizer que foi uma boa escolha, deles e nossa.
Notas
Adriana: Bebida (3*); Comida (2*); Atendimento (3*)
Cristina: Ø
Maron: Bebida (2*); Comida (2*); Atendimento (2*)
Renata: Ø
No dia de Finados, aproveitamos para conhecer um novo bar, do qual ouvimos falar bem. O Bar da Gema. Nossos amigos chegaram cedo, logo depois da praia; nós, preguiçosos, demoramos a sair de casa e nos dirigir para a Tijuca, Zona Norte. A preguiça não tinha desculpa, o bar fica em frente a um ponto do ônibus do metrô.
No incomum dia de Finados de sol, tivemos que procurar uma mesa na sombra para sentar. O dia estava muito quente, e mesmo com seu pé direito alto e as grandes portas abertas (mas sem ar condicionado, ainda bem), a casa não dava vazão. Mas tudo bem, apenas mais uma desculpa para beber. E foi o que fizemos: Antártica Original (R$ 4,50) gelada para refrescar.
Infelizmente, aí tem um ponto negativo. Não sei se pelo dia de muito calor, mas a cerveja passou a vir quente no meio dos trabalhos e tivemos que escolher outra. No cardápio, grande variedade de cervejas, nacionais e importadas, mas preferimos mudar para a tradicional (e mais barata) Skol.
No quesito petiscos, há muitos pontos positivos. O pastel de feijão (R$ 3,00 unidade) é superior (de longe) ao pastelzinho de feijão do Bar do Mineiro (em outro post falaremos do Bar do Mineiro). Ele realmente vem recheado, mas acho que podia ter mais tempero. A lasanha de jiló (R$ 7,00) também é boa, mesmo para aqueles que torcem o nariz para esse legume. Além de existir uma batata em forma de tortilla. O bar também tem os petiscos mais tradicionais, como pernil, batata fria e aipim frito.
Os garçons também são bons: atenciosos, mas não intrometidos. Como chegaram cedo, quando o bar ainda não estava cheio, nossos amigos conseguiram conversar com umas das donas. Ela explicou que são quatro donos, todos formados em gastronomia, que resolveram abrir um bar, homenageando o Zé Carlos, dono do bar Original do Brás. Podemos dizer que foi uma boa escolha, deles e nossa.
Notas
Adriana: Bebida (3*); Comida (2*); Atendimento (3*)
Cristina: Ø
Maron: Bebida (2*); Comida (2*); Atendimento (2*)
Renata: Ø
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