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sábado, 6 de março de 2010

Média, variância e o bolinho de berinjela

Botequim Conversa Fiada
Por Fernando Fernadez

Nem sei se Ernst Mayr algum dia já comeu um bolinho de berinjela, mas foi dele, involuntariamente, a melhor avaliação do bolinho de berinjela do Conversa Fiada de Ipanema.
Foi em pleno carnaval que fui ao Conversa Fiada de Ipanema – na rua Vinícius de Moraes, quase esquina com Visconde de Pirajá – com minha esposa e um colega. É um ambiente agradável, neste estilo atual de falso botequim antigo, ou falso pé-sujo talvez se possa dizer, mas com uma decoração agradável e – ao contrário do que costuma acontecer – mais espaço no segundo andar que no térreo. À procura de coisas novas, encontramos a porção de bolinhos de berinjela (R$ 16,00, com 6 unidades) no cardápio e decidimos provar. Bom, foi uma ótima escolha! Os bolinhos estavam bem quentes, com uma boa consistência – quase crocantes – e bem saborosos. Foi uma ótima opção leve, nada de excessos momescos, e que nos deixou bastante satisfeitos.

Naturalmente quisemos mais. Voltamos alguns dias depois, e novamente pedimos os bolinhos de berinjela. Para nossa boa surpresa, estavam ainda melhores que na primeira vez. Além de todas as qualidades acima, estavam com mais queijo. Os roedores sabem tudo: nada melhor que queijo para tornar ainda melhor qualquer comida. A esta altura, já estávamos fazendo propaganda do bolinho de berinjela do Conversa Fiada para os amigos – e foi aí que Adriana e Maron me convidaram a escrever isso.

Maldito espírito científico. Quisemos voltar para comprovar a hipótese da excelência do bolinho de berinjela. Na terceira vez, porém, ele nem parecia o mesmo bolinho. Estava um pouco menos crocante, com menos queijo, e desta vez nos pareceu um tanto sem graça. Devíamos ter ficado com as duas primeiras amostragens. Por outro lado, nessa terceira vez descobrimos que a casa tinha cerveja Original (R$ 6,90) – maravilhosa, no ponto. Além disso, fomos atendidos, no segundo andar, por um garçom muito bom, atencioso e daqueles que passam a impressão de que gostam do que estão fazendo – coisa infelizmente meio rara por aí hoje em dia. 

O tal do Mayr? Não, ele não foi com a gente. Nem poderia, Ernst Mayr, ornitólogo e evolucionista alemão, sério candidato ao título de maior biólogo do século XX, já não está entre nós há alguns anos. Mas Mayr uma vez escreveu um dos lembretes mais sábios que já vi: “a média é uma abstração, a realidade é a variação”. A gente vive se esquecendo disso na vida. Afinal, é tão mais fácil pensar como médias, e vivem nos mostrando só as médias de tudo, e não as variâncias (que são quantificações da variação). Mas nossas três porções de bolinhos de berinjela do Conserva Fiada nos lembram dos riscos disso: na média são ótimos, mas a variância também parece bem grande.


Notas (médias, sem as variâncias; valor de 0 a 3):
Fernando: bebida (3*) / comida (2*) / atendimento (2*)
Alexandra: bebida (3*) / comida (3*) / atendimento (2)


Informações
Endereço: Rua Vinícius de Moraes, 75 – Ipanema – (21) 2522-1809
Horário: segunda a domingo das 12:00 h até o último cliente
Forma de pagamento: dinheiro, cheque, cartões de débito e crédito

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estrela que brilha

Bar Estrelato

Tá passando pelo Flamengo? Quer beber um bom chope? Em um ambiente tranqüilo, nesse mar de transito que é a cidade? Passe no Estrelato.

O lugar é um simpático bar em uma ruazinha tranqüila do Flamengo, Zona Sul. Muitas vezes serve como palco de rodas de choro.

No dia que fomos, não tinha choro, mas tinha um bom chope, acompanhado por pastel e batata frita, os dois sequinhos.

É uma boa pedida para os fins de tarde escaldantes, comuns ao Rio.


Notas
Adriana: bebida (2) / comida (2) / atendimento (2)
Maron: bebida (2) / comida (2) / atendimento (2)


Informações
Endereço: Rua dos Tamoios, 32 – Flamengo – (21) 2205-0149
Horário: segunda a sábado das 18:00 h às 23:00 h
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Caldo amigo

Caldo Beleza

Você gosta de boteco família? De boteco que possa levar crianças? De bar que os donos e o garçom fazem questão de te cumprimentar e sentar na mesa para conversar?

Se você respondeu sim a todas as perguntas acima, vai gostar de ir ao Caldo Beleza. Marcelo, um dos donos, e Bira, o garçom, são pessoas fáceis de fazer amigos e criaram um tranqüilo ambiente familiar na rua Senador Vergueiro, Flamengo, Zona Sul.

Como o nome diz, a casa é especializada em caldos, mas também serve outros petiscos, como batata frita, carne seca e rolinho primavera.

Mas se você for lá, peça um caldo. Mesmo com esse calor senegalês. Como a esposa do Marcelo diz: “É bom para suar e depois você até sente frio”. Exageros a parte, a receita dela garante o melhor caldo de mocotó da cidade. Para molhar a garganta, há duas opções: cerveja em lata ou chope. Nada de garrafa para estragar o ambiente familiar.


Agora, se você respondeu “não” a alguma pergunta lá de cima ou se deu mal com o Marcelo ou Bira, não vá lá. Mas nós adoramos e recomendamos.


Notas
Adriana: bebida (3) / comida (3) / atendimento (3*)
Maron: bebida (3) / comida (3) / atendimento (3*)
Renata: bebida (2) / comida (3) / atendimento (3*)


Informações
Endereço: rua Senador Vergueiro, 238 Lj C – Flamengo – (21) 2554-4841
Horário: segunda a sábado das 17:00 h às 24:00 h
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Falsa realeza

Bar Real Chopp

Durante o Comida di Buteco, fomos ao bar Real Chopp, em Copacabana, Zona Sul. Era nosso último dia de festival e estávamos empolgados em fechá-lo com chave ouro. O bar é famoso por ter o melhor chope da cidade e o petisco concorrente prometia.

Tudo ilusão, o chope (300 mL, R$ 3,70) não era essas maravilhas todas, tanto que alguns bebiam cerveja (Skoll Cicarelli, R$ 4,00). O petisco, um croquete como qualquer outro. E o atendimento, ineficiente, para dizer o mínimo.

De bom mesmo, só o Mengão que ganhou naquele domingo.

Mas agora temos que fazer justiça a casa. Tudo isso pode ter sido por conta da casa estar cheia por causa do festival. Normalmente, a casa serve bolinho de carne (R$ 1,50) e pastelzinho (R$ 1,80) especiais. E o serviço pode ser melhor. Voltaremos para dar uma nova chance.


Notas
Adriana: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (0)
Maron: Bebida (1); Comida (1); Atendimento (1)
Renata: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (0)


Informações  
Endereço: Rua Barata Ribeiro, 319 – Copacabana – (21) 2257-2645 / 2547-6673
Horário: Diariamente, das 6:30 h às 2:00 h.
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mi casa, no su casa

Mexe México

Fomos na inauguração do bar Mexe México de Laranjeiras, Zona Sul.

Na verdade, antes de decidir ir, sabíamos apenas que iniciado o novo ano, iria abrir um mexicano em Laranjeiras. Não sabíamos se a inauguração era apenas para amigos ou aberta ao público.

Quando chegamos lá, descobrimos que era aberta ao público (Parecia bom sinal, uma vez que inauguração de bar fechada ao público é compreensível, mas caída.), mas imperava os amigos.

Mesmo um pouco deslocados, resolvemos ocupar uma mesa. Começamos folheando o cardápio e o jeito da casa. Não ligamos para isso, mas a casa é grande e com visual legal. No cardápio, a primeira decepção: o chope é Itaipava (R$ 3,30). No resto, diversos tipos de pratos mexicanos, cerveja mexicana e outros drinques. Todos a preços razoáveis.

Depois de esperar um pouco, ao garçom pedimos os chopes e uma porção de Chilli Beans (tortillas chips com molho chilli beans, R$ 7,90). Surpresa, o chope é muito superior ao que esperávamos e até melhor que muito chope Brahma servido por aí.

Como a fome persistia, pedimos um Fiesta Mexicana, que vem um mini-burrito, um mini-taco e uma mini-fajita, acompanhados por três molhos (guacamole, sourcream e pico de galo) e algumas tortillas chips. Realmente tudo mini.

Saciada a fome, começamos a avaliar mais atentamente a casa:
- Atendimento lento e preferencial aos amigos da casa.
- Funcionários mais conversavam com os amigos do que atendiam os fregueses.
- Limpeza zero, faltava até água no banheiro.
- Para demonstrar total falta de tato, ligaram um rádio às alturas e fora de sintonia. Parecia que queriam mandar os não-amigos embora.

Não sabemos se as outras unidades também são assim, se tudo isso foi azar e falta de preparo normal da estréia, mas até sabermos se melhorou, não recomendamos.

P.S.: Voltamos lá outras três vezes, e o lugar continua deixando a desejar.

Notas
Adriana: Bebida (2); Comida (2); Atendimento (1)
Maron: Bebida (2); Comida (2); Atendimento (1)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Pé imundo

Café e Bar Eustakio’s

O que você quer quando entra um bar que você sabe que não tem comodidade? Qual é o mínimo que você exige?

Pois então, no dia de Natal, após o almoço, no final da tarde, nosso amigo Marcelo Pelotas (do post anterior) nos convidou para beber uma cerveja. Como já havíamos furado com ele algumas vezes e sob o argumento de “vocês conhecem um novo bar para o blog”, resolvemos aceitar, apesar do cansaço natalino.

Encontramos com ele no Café e Bar Eustakio’s, em Laranjeiras, Zona Sul. Antigamente, esses bares eram chamados de pé sujo, mas com a glamorização do termo, passaram a ser conhecidos como pé imundo. O nome cai bem: banheiro e balcão sujos, comida e petiscos da antevéspera.

Mas tudo bem, não fomos para lá em busca de luxo, apenas de uma cerveja (Antártica, R$ 3,50) para molhar a garganta enquanto conversávamos sobre o Natal, a vida, futebol e outras besteiras. E aí estava o problema, respondendo as perguntas lá de cima, a única coisa que queremos de um pé sujo é cerveja estupidamente gelada. E lá não tinha!

Devido à falta de opções nas redondezas, ficamos lá até cansar, principalmente porque a conversa estava boa. Então, fomos para a Praça São Salvador, onde encontramos outros amigos. Mas aí, fica para outro post.


Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (-); Atendimento (2)
Maron: Bebida (0); Comida (0); Atendimento (2)


Informações  
Endereço: rua das Laranjeiras, em frente ao restaurante Daruma

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os bons ventos de Ano Novo

Mistura Casual
Planalto do Chopp

Na virada do ano, acabamos indo a dois lugares que não tínhamos boa impressão.

O primeiro foi o Mistura Casual. Na correria dos preparativos de Ano Novo, tivemos que decidir pela opção mais rápida. E lá fomos nós almoçar no “Mistura que desanda”. Surpresa, como havíamos recomendado, a casa começa a se especializar: encurtou o cardápio e passou a servir “prato do dia”. Assumiu-se como bar e passou a vender também cerveja em garrafa.

Pedimos uma picanha (R$ 13,90) e um filé de peixe (R$ 9,90), acompanhados por Bohemia (garrafa 600 ml, R$ 3,80). A picanha tinha arroz e feijão para três e carne para meio. O peixe estava meso-meso. Mas em compensação a cerveja estava muito melhor que o chope.

Depois de ver os fogos em Copacabana e o show da Blitz, fomos comer alguma coisa, pois a fome estava negra. Ao redor de Copa, tudo lotado. Fomos embora e no caminho paramos no Planalto do Chopp, um bar que nunca nos agrada, mas o único aberto no Flamengo.

Como prenúncio de que esse ano será muito bom, foi a primeira vez que fomos bem atendidos lá. O chope continua meio aguado e a pizza gordurosa, mas o atendimento de Ano Novo realmente impressionou.

Não sabemos se tudo isso não passa apenas de uma exceção de Ano Novo, mas 2009 terminou bem e 2010 já começa com gratas surpresas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Do lorde à plebe

Bar e Restaurante O Plebeu
Por Marcelo Pelotas

Minha primeira vez aqui no blog será para falar de um bar que freqüento há muito tempo. Quando converso sobre bares com Maron, Adriana e outros amigos, sempre me lembro do Plebeu.


Plebeu é um bar que costumava ir com muita freqüência, e sempre que volto lá não me decepciono. Inaugurado em 1979, fica num sobrado na esquina das ruas Capitão Salomão e Visconde de Caravelas (Humaitá, Zona Sul) e é difícil um dia do final de semana em que ele não tenha fila na porta. Não à toa, a AmBev (ou seria Inbev) bancou a reforma do bar e o transformou em um bar “Bohemia”. Tudo remete à cerveja, desde os lustres, até os azulejos com tampas de garrafa, até um painel com as bolachas.

Sou suspeito de falar do Plebeu, por ser um bar que gosto muito. Mas o Maron me pediu para escrever, e aqui estou.

Que características me fazem lembrar do Plebeu?

  1. O bar sempre primou por servir Orginal, Bohemia e Skol muito geladas. Agora, ou pelo menos percebi há pouco tempo, ampliou o cardápio para as outras da família Bohemia, e diversas importadas, por um preço que não chega a ser barato, mas sem dúvida é justo.
  2. O atendimento me parece ser o que mais me atrai. Conhecer garçons pelo nome numa cidade como o Rio é complicado. Lá é possível. Gosto tanto do Plebeu que eu e uns amigos certa vez promovemos um aniversário pro garçom, com direito a bolo de aniversário. O nome dele: Edson. Tem também o Almir, o Gigante. Todos muito simpáticos e eficientes.
  3. O cardápio de comida também não deixa a desejar, a não ser que você goste de comida light. Para almoçar, recomendo fortemente o churrasco completo. Se for só para degustar as cervejas e bater aquela fome, pode-se optar pelo gurjão de frango (excelente e bem servido), provolone à milanesa (um clássico) ou bauru (este sanduíche alimenta dois sem muita fome). Todas as porções são muito bem servidas e o preço, bem, já foi mais barato, mas não é abusivo. O mesmo vale para a cerveja.
  4. O bar possui sistema de pay-per-view que funciona em dia de jogos.


Como nem tudo é sempre perfeito, o Plebeu é um bar que costuma ficar muito cheio e por isso acaba ficando quente em dias de verão, apesar dos ventiladores. Por isso, sempre prefiro a varanda do segundo andar.


Notas
Marcelo: Bebida (3); Comida (2*); Atendimento (3)


Informações
Endereço: Rua Capitão Salomão, 50 – Botafogo – (21) 2286-0699
Internet: http://www.oplebeu.com.br/
Horário: 11h30/4h (dom. 11h30/21h30)

sábado, 2 de janeiro de 2010

No fim das compras, um mexicano

Tacos & Wraps

Nesses dias que antecederam o Natal, sempre tem aquele que você passa o dia inteiro tentando comprar os presentes para a família e para os infindáveis amigos-ocultos que participamos. Num desses dias, ao final das compras, aproveitamos que estávamos em Botafogo e fomos conhecer o Tacos & Wraps, atraídos pela comida mexicana.

Quando chegamos, o bar estava vazio e pudemos escolher uma mesa na parte externa, livre da TV que passava algum clipe americano qualquer. Que bom que chegamos cedo, pois logo depois o bar encheu e só nos sobrariam as mesas na parte interna.

Ao abrir o cardápio, nos deparamos com várias opções de pratos (ou petiscos) mexicanos e os tais wraps. Os mexicanos nós já conhecíamos, mas nossa ignorância sobre os wraps e a falta de informação no cardápio ou por parte dos garçons, nos fez optar pelos tradicionais nachos (grande, R$ 12,00) com mais dois molhos acompanhando (R$ 3,00, cada). Depois descobrimos que wrap é uma variação de taco ou burrito inventado pelos americanos, tornando-os mais saudáveis. Como tortilha não enche barriga, pedimos um burrito bisté. A casa oferece várias opções de burritos e tacos, mais preferimos ficar com o burrito mais tradicional, que vem com pedaços de filé, feijões refritos e cheddar, acompanhado por mais chilli beans. As outras opções podem ser preenchidas por frango, carne seca ou moída e até soja ou ricota. As escolhas não decepcionaram, os pratos são saborosos e a preços justos.

Para acompanhar tudo isso, é claro que tinha que ter um molha-garganta. No cardápio poderíamos escolher entre as cervejas mexicanas, a Bohemia long neck ou chope Brahma. Pelas mexicanas serem muito aguadas e a Bohemia ser cara, escolhemos o chope Brahma (R$ 3,40). Sem saber, uma boa escolha: era terça-feira e fomos brindados com dose dupla. Pena que o chope é aguado. Será que ninguém mais sabe tirar um bom chope no Rio?

Infelizmente, nem tudo são flores nesse pedaço mexicano de Botafogo. O atendimento deixa muito a desejar. Os atendentes não são mal-educados, mas a eficiência e simpatia passam longe. Obter qualquer informação era uma dificuldade, assim como pedir a pimenta (que num bar mexicano, deveria estar na mesa antes mesmo da cadeira) ou a conta. Rápido mesmo só o chope, quase empurrado o tempo todo.

A mesma qualidade do serviço também está presente no site do bar. Todos os preços estão desatualizados. Não se guiem por lá.

Mas mesmo assim, se estiver em Botafogo, entre o Estação Botafogo e a praia, achamos que esse ainda deve ser uma das melhores opções dentro do complexo de bares e restaurantes que ali se formou. Já conhecemos outros, mas poucos agradaram. Depois contaremos sobre eles. Aproveitem o Tacos & Wraps, principalmente se for terça-feira.


Notas
Adriana: Bebida (1*); Comida (3*); Atendimento (2)
Maron: Bebida (1*); Comida (2*); Atendimento (1)
Cristina: Ø
Renata: Ø


Informações  
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 32/B – Botafogo – (21) 3268-6014 / 3268-6015
Internet: http://www.tacosewraps.com.br/index.htm
Horário: terça a sábado a partir das 18h e domingo a partir das 16h

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Garota passada

Bar e Restaurante Garota do Flamengo

Outro bar que acabamos indo muito por ser perto de nossas casas é o Garota do Flamengo. A preguiça, aliada muitas vezes à falta de boas opções, nos levou muito para lá, mas não nos fez persistir.

O Garota do Flamengo faz parte da rede Garota de Ipanema, que totaliza 7 bares espalhados pela cidade. A matriz é um bar cheio de histórias – Vinícius de Moraes compôs a música “Garota de Ipanema” para Helô Pinheiro sentado lá, o Jornal de Ipanema teve seu primeiro esboço feito lá por Mário Peixoto – e ponto turístico de Ipanema, mas suas filiais não têm essa bola toda.

O que falamos agora para o Garota do Flamengo também vale para o da Urca e o da Gávea.

O pior problema reside na bebida: o chope é aguado que dói. A comida também não anima muito: apesar do bom preço, é sem gosto. O prato que se salva é a picanha na chapa, serve 4 pessoas na boa e é muito boa. O misto de divertido e inconveniente é que espirra gordura para todo o lado, deixando o chão “enceradinho”.

De bom mesmo, temos o gerente e os garçons. Eles tratam todos os clientes como se fossem velhos fregueses. São nota 10. O gerente até vende boas pimentas e manteiga de garrafa.


Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (3)
Maron: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (3)
Cristina:
Renata: Bebida (1); Comida (1*); Atendimento (2)


Informações  
Endereço: Rua Senador Vergueiro, 41 – Flamengo – (21) 2265-6297
Internet: http://www.garotaipanema.com.br/
Horário: Diariamente, das 12h até o último cliente
Forma de pagamento: dinheiro, cartões de débito e crédito

domingo, 27 de dezembro de 2009

Mistura que desanda

Bar Mistura Casual

Há um tempo atrás, abriu perto de nossas casas uma mistura de bar e lanchonete, algo como o misto do Boomerang Mix com o Belmonte. Do liquidificador saiu o Mistura Casual, em Laranjeiras, Zona Sul.

Por ser perto de nossas casas, demos várias chances a casa, mas de todas saímos com a impressão de que algo não combinava. Também pudera, o cardápio vai do pão na chapa ao filé à Oswaldo Aranha e filé de linguado, da vitamina de banana ao uísque. Do futebol à música ao vivo! Você sente nitidamente que certa especialização faria bem a casa.

Ponto positivo, o misto de lanchonete e bar possui diversas televisões e boa área para assistir aos jogos de domingo. Se for beber acompanhando seu time do coração, prefira a long neck Bohemia (R$ 3,70) ao chope, que é sem pressão e aguado, servido em duas opções, tulipa (R$ 3,70) e caneca “zero grau” (R$ 4,50).

Infelizmente, nem para isso o misto de bar e lanchonete está preparado. No domingo dos jogos Botafogo X São Paulo e Flamengo X Goiás, o bar encheu (talvez pela primeira vez), o atendimento ficou lento, a long neck acabou e a limpeza foi para escanteio.

Notas
Adriana: Bebida (1); Comida (2*); Atendimento (1)
Cristina:
Maron: Bebida (1); Comida (2*); Atendimento (1)
Renata: Bebida (2); Comida (1); Atendimento (2)