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sábado, 20 de fevereiro de 2010

E viva a folia

Olá, amigos boêmios-foliões.

Há duas semanas não aparecemos por aqui, mas foi por uma boa causa, e agora viemos fazer um balanço geral sobre essas duas semanas de folia e o carnaval de modo geral.

A notícia que o carnaval do Rio superou em número de foliões o de Salvador chegou sem muita surpresa. Afinal, foi visível o crescimento do carnaval carioca.

Neste ano pulamos em muitos blocos e definitivamente abrimos mão de alguns que já não suportam mais os animados foliões. No pré-carnaval, que é um período de folia mais vazio, fomos ao Bola Preta, Céu na Terra, Rio Pandeiro e Gigantes da Lira. Na sexta de carnaval, fomos à maratona do Embaixadores da Folia; sábado, ao bloco da emergência (brincando, falamos que fomos tomar uma glicose, mas na verdade fomos apenas retirar a lente do olho da Joaninha) e ao Carioca da Gema. No domingo tivemos um dia puxado: Boitatá, Boi Tolo e É do Pandeiro. Segunda, a melhor de todos os carnavais, fomos ao Songoro Cosongo e ao divertido Epa Rei. Para finalizar o carnaval, Bagunça meu Coreto e a descoberta Último Gole, com uma passada antes na escaldante Orquestra Voadora.

Agora, vamos tentar fazer uma eleição dos melhores em alguns quesitos para facilitar.

Mas antes vale o protesto sobre a ineficiência dos banheiros químicos no carnaval. Depois de todos os prazos e regras respeitados pela maioria dos blocos que saíram durante o carnaval, a prefeitura não ofereceu banheiros suficientes (maioria dos blocos que fomos), ou mesmo atrasaram na entrega de banheiros (vide Bagunça meu coreto), ou não fizeram qualquer higienização dos malfadados (alguém foi ao Carioca da Gema e viu a situação dos banheiros?). Além disso, alguns blocos anunciados pela prefeitura foram vetados às vésperas do carnaval mesmo tendo respeitado as datas exigidas.

Nesse carnaval, houve uma batalha silenciosa (na verdade, ao som de marchinhas) entre blocos que venderam abadás (o Carioca da gema tinha por volta de 75 pessoas, que pagaram R$ 25,00 na camisa, protegidas por cordas à frente da bateria) e blocos que estenderam a faixa contra a bahianização do carnaval do Rio.

Bem, mas vamos ao melhor da folia! Recomendamos todos que fomos, mas os melhores foram:

Conjunto da obra – Céu na Terra (sábado anterior ao carnaval) e dupla Boitatá-Boitolo.
Qualidade musical – Último Gole e Carioca da Gema
Mais divertido – Epa Rei
Mais guerreiro – Embaixadores da Folia
Mais organizados – Último Gole e Gigantes da Lira
Mais lotado – Bola Preta (anterior ao carnaval)

Ah, e como todos sabem, o carnaval ainda não acabou. Hoje e amanhã tem mais.
 
Boitolo

Cordão do Boitatá

 
Epa Rei

 
Epa Rei

 
Orquestra Voadora

Songoro Cosongo

domingo, 31 de janeiro de 2010

Concretização de uma profecia carnavalesca

Nosso carnaval começou essa semana. Na sexta fomos ao Aconteceu, em Santa e ontem fomos ao marchódromo conferir o Rio Maracatu, Céu na Terra e Rancho Flor do Sereno. Daqui a pouco iremos ao Bagunça meu Coreto ou ao ensaio do Boi Tolo.

Mas na verdade, não estamos escrevendo sobre o carnaval e seus maravilhosos blocos, mas sim sobre cerveja, que é o nosso principal foco, e a profecia que nosso amigo André Titi fez há três anos atrás. No carnaval de 2007, o Titi profetizou que aquele seria o último carnaval a vender latinha a R$ 2,00. Errou. Só agora, teremos a latinha a R$ 2,50, infelizmente. O latão está R$ 3,00.

Agora teremos que escolher entre qualidade e economia. Como carnaval no Rio equivale a tempo quente, quanto maior a cerveja, mais quente será seu final. Se for dividir com duas ou três pessoas, não dará para esquentar muito.

Para facilitar, faremos algumas contas para ajudar o pessoal a escolher o quê comprar, comparando os preços atuais das cervejas encontradas por aí nos blocos, e o preço antigamente cobrado.

Com R$ 1,00, você compra:

- 177 mL, com uma latinha (355 mL) a R$ 200
- 157 mL, com um latão (473 mL) a R$ 3,00
- 150 mL, com garrafa (600 mL) a R$ 4,00
- 142 mL, com uma latinha (355 mL)  a R$ 2,50

Assim, o melhor a fazer é dividir um latão com alguém ou conseguir convencer um camelô a vender algumas latinhas com o preço unitário de R$ 2,00.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carnaval Rio 2010

Como nossa amiga Isabel pediu, estamos divulgando os blocos do carnaval do Rio de 2010.

Saiu uma listagem oficial da Riotur, no qual constam os blocos da Liga Sebastiana e outros que pediram autorização. Mas existem outros blocos (da Desliga) que vão sair mesmo não tendo pedido autorização para a Riotur. Tem outra lista, que recebemos da Raquel Neves pela lista do CABio/UFRJ, que é toda organizada. As duas têm algumas divergências. E teve algum(ns) louco(s) que jogaram os locais de vários blocos no Google Maps. O link é este:


Recomendamos sempre os blocos de dia. Tenha pique de acordar cedo e fígado para começar a funcionar antes de meio dia.

Ainda não definimos os blocos que vamos nesse ano, mas em breve daremos um roteiro com dois ou três dos melhores blocos por dia.

Blocos (Riotur) - 2010

Blocos do carnaval de rua Rio 2010 (CABio)

domingo, 10 de janeiro de 2010

A controvérsia do verão

Litrão versus 600 ml

A cerveja Skol litrão voltou, e agora com força total, fazendo propaganda na tv e tudo. Será que pega?

A Ambev aproveitou o verão, quando as pessoas bebem mais, e relançou o litrão. Ano passado, nem Skol nem Antártica conseguiram vingar. Esse ano, Schin e Itaipava entraram na briga.

Muitos torcem o nariz para o formato, preferem a garrafa de 600 ml. Os donos de bares argumentam que terão menos lucro, precisarão trocar os refrigeradores e aturarão por mais tempo o mesmo bêbado-de-uma-cerveja-só (e são muitos). Argumentos razoáveis. Mas os clientes se dividem: uns dizem que o litrão sempre ficará quente, outros argumentam que é mais barato e dão conta.

E vocês, o quê acham?

Abaixo vai a opinião de cada um de nós e depois uma reportagem sobre o assunto que saiu no Valor Econômico:

Adriana - Apesar de entender as razões de alguns pequenos bares não adotarem o litrão, o fator barateador me agrada. Quando essa idéia surgiu (ou quando tomei conhecimento) lá por meados do ano passado, achei que ia pegar. Mas em seguida veio uma decisão da justiça de proibição aos benditos litrões por afetar a livre concorrência?! Oras, não entendi. Bastava que as outras empresas cervejeiras se virassem e adotassem o tão democrático e mais barato, pelo menos por enquanto, litrão.

Maron - Sou muquirana e por isso prefiro litrão. Talvez assim os bares tomem vergonha e passem a vender cerveja gelada.

Renata - É a melhor pedida para quem esta com grupo de amigos... econômico e não esquenta.


Fotos: site da Skol (www.skol.com.br)


Será que a cerveja “litrão” vai pegar?
Fonte: Valor Econômico
http://pdvativo.blogspot.com/2009/03/sera-que-cerveja-litrao-vai-pegar.html

Até pouco tempo, cerveja em litro, no Brasil, era coisa de argentino. No país vizinho, as garrafas de vidro com 1000 ml ou perto disso (970 ml ou 960 ml), têm mais da metade do mercado. Por aqui, onde os vasilhames de 600 ml ficam com 68% das vendas e as latinhas com 28%, os “litrões” começaram a se tornar conhecidos só em 2007, quando aAmBev iniciou a importação de marcas uruguaias, como Norteña, Patrícia e Pielsen.

Naquele ano, foram vendidas, segundo a Nielsen, 3 milhões de garrafas - quase nada em comparação aos quase 10 bilhões de litros de cerveja consumidos ao ano no país. Mas, em 2008, a embalagem começou a cair no gosto do consumidor. Marcas como a argentina Quilmes e a belga Stella Artois (as duas da AmBev) foram chegando e, no fim do ano, animada com o crescimento das vendas, a empresa lançou a versão litro de Skol e Brahma. Resultado: 2008 fechou com 12,7 milhões de “litrões” vendidos - alta de 315% sobre 2007.

Ainda assim, esse mercado não chega a 0,2% do total. Mas é uma das maiores apostas do setor, já que a embalagem é econômica, tanto para o consumidor, quanto para a indústria. Para quem compra, um litro de Skol custa R$ 2,50, sem casco (com ele, sai por R$ 3,20). Cada 100 ml sai por R$ 0,25. Como a lata de 350 ml custa em média R$ 1, os mesmos 100 ml acabam custando R$ 0,28. Parece pouco, mas para quem não gostou do aumento médio de 10% da cerveja no ano passado, qualquer centavo faz diferença.

Para as cervejarias, a conta é simples. “Elas gastam um rótulo só, uma tampinha só para 50% mais líquido”, diz o consultor Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada em bebidas. “Além disso, o transporte também fica mais econômico”, acrescenta. Essa redução de custos é tão atraente que outras empresas, como Femsa e Petrópolis, já estariam preparando lançamentos com a garrafona, segundo informações do mercado, embora nenhuma delas confirme esses planos.

A AmBev, porém, garante que lançará mais marcas nesse formato este ano. Para o gerente de compras de cervejas do Grupo Pão de Açúcar, Fabio Rodrigues, essa é uma boa notícia, uma vez que nos supermercados da rede o volume de vendas do vasilhame de 1000 ml dobrou nos últimos dois anos e a expectativa é que continue crescendo assim em 2009. “Quanto mais volume, melhor”, diz ele. “Um litro de Norteña custava R$ 9 há três anos. Hoje, como há mais escala, o preço caiu para R$ 7”, afirma.

Mas quem gosta de cerveja pode ficar em dúvida se o líquido não esquenta em uma embalagem tão grande. Segundo a AmBev, isso não é empecilho para expansão do formato. O “litrão”, diz, é voltado para o consumo doméstico em grupos, como famílias e reuniões de amigos. Servida para mais gente, a cerveja não teria tempo de esquentar. Por isso, o canal de vendas prioritário do formato não são bares e restaurantes, mas padarias e pequenos supermercados, onde boa parte das famílias costumam fazer suas compras. Além disso, por enquanto, só esse tipo de varejo aceita retornar o vasilhame. Grandes redes, como o Pão de Açúcar, só vendem a bebida com casco. Ou seja, não recolhem a garrafa.