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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Novidades

Olá, amigos boêmios.

Como bons botequeiros não poderíamos deixar de dividir com vocês nosso novo achado. Um documentário que trata do papo de botequim, com todos seus altos e baixos. O documentário foi realizado em cinco botequins (verdadeiros) do Rio de Janeiro, da Zona Norte e Zona Sul pelo pessoal da UFF.

O amigo Pedro, outro botequeiro de primeira, nos recomendou. E depois de algum tempo atarefados, aproveitamos esse feriado para ver o curta.

Muito interessante e não poderíamos deixar de divulgar.

O link é: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=2949

E para quem gosta de samba, outro documentário interessante é o Jaqueirão do Zeca, sobre o Zeca Pagodinho, sua turma e seus pagodes em Xerém.

O link é: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1978#

P.S.: Esse Porta Curtas realmente é muito bom.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A controvérsia do verão

Litrão versus 600 ml

A cerveja Skol litrão voltou, e agora com força total, fazendo propaganda na tv e tudo. Será que pega?

A Ambev aproveitou o verão, quando as pessoas bebem mais, e relançou o litrão. Ano passado, nem Skol nem Antártica conseguiram vingar. Esse ano, Schin e Itaipava entraram na briga.

Muitos torcem o nariz para o formato, preferem a garrafa de 600 ml. Os donos de bares argumentam que terão menos lucro, precisarão trocar os refrigeradores e aturarão por mais tempo o mesmo bêbado-de-uma-cerveja-só (e são muitos). Argumentos razoáveis. Mas os clientes se dividem: uns dizem que o litrão sempre ficará quente, outros argumentam que é mais barato e dão conta.

E vocês, o quê acham?

Abaixo vai a opinião de cada um de nós e depois uma reportagem sobre o assunto que saiu no Valor Econômico:

Adriana - Apesar de entender as razões de alguns pequenos bares não adotarem o litrão, o fator barateador me agrada. Quando essa idéia surgiu (ou quando tomei conhecimento) lá por meados do ano passado, achei que ia pegar. Mas em seguida veio uma decisão da justiça de proibição aos benditos litrões por afetar a livre concorrência?! Oras, não entendi. Bastava que as outras empresas cervejeiras se virassem e adotassem o tão democrático e mais barato, pelo menos por enquanto, litrão.

Maron - Sou muquirana e por isso prefiro litrão. Talvez assim os bares tomem vergonha e passem a vender cerveja gelada.

Renata - É a melhor pedida para quem esta com grupo de amigos... econômico e não esquenta.


Fotos: site da Skol (www.skol.com.br)


Será que a cerveja “litrão” vai pegar?
Fonte: Valor Econômico
http://pdvativo.blogspot.com/2009/03/sera-que-cerveja-litrao-vai-pegar.html

Até pouco tempo, cerveja em litro, no Brasil, era coisa de argentino. No país vizinho, as garrafas de vidro com 1000 ml ou perto disso (970 ml ou 960 ml), têm mais da metade do mercado. Por aqui, onde os vasilhames de 600 ml ficam com 68% das vendas e as latinhas com 28%, os “litrões” começaram a se tornar conhecidos só em 2007, quando aAmBev iniciou a importação de marcas uruguaias, como Norteña, Patrícia e Pielsen.

Naquele ano, foram vendidas, segundo a Nielsen, 3 milhões de garrafas - quase nada em comparação aos quase 10 bilhões de litros de cerveja consumidos ao ano no país. Mas, em 2008, a embalagem começou a cair no gosto do consumidor. Marcas como a argentina Quilmes e a belga Stella Artois (as duas da AmBev) foram chegando e, no fim do ano, animada com o crescimento das vendas, a empresa lançou a versão litro de Skol e Brahma. Resultado: 2008 fechou com 12,7 milhões de “litrões” vendidos - alta de 315% sobre 2007.

Ainda assim, esse mercado não chega a 0,2% do total. Mas é uma das maiores apostas do setor, já que a embalagem é econômica, tanto para o consumidor, quanto para a indústria. Para quem compra, um litro de Skol custa R$ 2,50, sem casco (com ele, sai por R$ 3,20). Cada 100 ml sai por R$ 0,25. Como a lata de 350 ml custa em média R$ 1, os mesmos 100 ml acabam custando R$ 0,28. Parece pouco, mas para quem não gostou do aumento médio de 10% da cerveja no ano passado, qualquer centavo faz diferença.

Para as cervejarias, a conta é simples. “Elas gastam um rótulo só, uma tampinha só para 50% mais líquido”, diz o consultor Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada em bebidas. “Além disso, o transporte também fica mais econômico”, acrescenta. Essa redução de custos é tão atraente que outras empresas, como Femsa e Petrópolis, já estariam preparando lançamentos com a garrafona, segundo informações do mercado, embora nenhuma delas confirme esses planos.

A AmBev, porém, garante que lançará mais marcas nesse formato este ano. Para o gerente de compras de cervejas do Grupo Pão de Açúcar, Fabio Rodrigues, essa é uma boa notícia, uma vez que nos supermercados da rede o volume de vendas do vasilhame de 1000 ml dobrou nos últimos dois anos e a expectativa é que continue crescendo assim em 2009. “Quanto mais volume, melhor”, diz ele. “Um litro de Norteña custava R$ 9 há três anos. Hoje, como há mais escala, o preço caiu para R$ 7”, afirma.

Mas quem gosta de cerveja pode ficar em dúvida se o líquido não esquenta em uma embalagem tão grande. Segundo a AmBev, isso não é empecilho para expansão do formato. O “litrão”, diz, é voltado para o consumo doméstico em grupos, como famílias e reuniões de amigos. Servida para mais gente, a cerveja não teria tempo de esquentar. Por isso, o canal de vendas prioritário do formato não são bares e restaurantes, mas padarias e pequenos supermercados, onde boa parte das famílias costumam fazer suas compras. Além disso, por enquanto, só esse tipo de varejo aceita retornar o vasilhame. Grandes redes, como o Pão de Açúcar, só vendem a bebida com casco. Ou seja, não recolhem a garrafa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Já não se respeitam mais os boêmios

Não poderíamos deixar de comentar.


Falta chope em bares e AmBev prevê expansão em 2010
Valor Econômico
23/12/2009 12:19
 
SÃO PAULO - Mal o copo esvazia, lá vem o garçom com outro, cheio de chope até a borda. A cena, que acontece mesmo que o cliente não queira beber mais, é típica de algumas choperias, principalmente em São Paulo. Mas o costume - às vezes bem-vindo, às vezes irritante - está se tornando raro. O motivo? Falta chope em vários bares do país, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “A situação é mais grave em São Paulo e em Minas Gerais”, diz Paulo Solmucci, presidente da entidade.

O problema, segundo ele, se concentra na distribuição da AmBev, dona de 70% do mercado de cerveja e chope no país, segundo pesquisa da Nielsen de novembro. “Os bares fazem os pedidos e a empresa não entrega. Ou manda para o bar metade do volume”, explica Solmucci.

“Na madrugada de sexta-feira passada já começou a faltar e só conseguimos que a AmBev normalizasse a entrega no almoço de domingo” , conta um gerente de bar de São Paulo, que preferiu não se identificar.

A falha na distribuição - que também já está atingindo o fornecimento de cerveja em garrafa, segundo a Abrasel - tem três motivos básicos. O primeiro é claro: o aumento do consumo. Com o calor e o aumento de renda da população, os bares estão vendendo mais. “Aqui o movimento está 10% melhor do que no final do ano passado” , diz Cássio Piccolo, um dos proprietários do bar especializado em cervejas importadas Frangó, na zona Norte de São Paulo. Segundo a Abrasel, os bares de todo país estão fechando o segundo semestre do ano com um aumento no faturamento médio de 8%. E terminarão 2009 com faturamento de R$ 62 bilhões, 5% mais que em 2008.

Diante da demanda aquecida, muitos donos de bar anteciparam as compras, fazendo pedidos maiores à AmBev, o que gerou um pico de entregas ainda maior. Por último, há o gargalo logístico, que é pior em São Paulo, onde além do trânsito ruim, há restrição de horários para circulação de caminhões.

“Todo final de ano é assim, embora desta vez esteja sendo um pouco pior”, desabafa o dono de um bar de Belo Horizonte, que pediu anonimato. " O fato é que a AmBev calcula o custo de atender 100% do pico de demanda ou só parte dele. Para eles sai mais barato não entregar tudo. "

A AmBev admite o problema, embora faça a ressalva de que as falhas se restringem a São Paulo. Por meio de um comunicado, a companhia informou que “em função do aumento da demanda e da complexidade logística de São Paulo (...), houve complicações pontuais na entrega de chope em períodos de maior consumo.” A empresa não informou o quanto está usando de sua capacidade instalada para a produção de cerveja.

Mas acrescentou que em 2010 irá investir até R$ 1,5 bilhão para ampliar a produção e a capacidade de distribuição e atender ao crescimento da demanda. “Isso vai ser preciso mesmo”, diz o consultor especialista no mercado de bebidas, Adalberto Viviani. “Com mais dinheiro, as pessoas estão comprando mais e o giro da cerveja nos pontos de venda tende a se acelerar. Isso pode dar um nó na logística de distribuição de todas as cervejarias”, afirma.